Os historiadores dividem a história do Manga em duas épocas: antes e pós Segunda Guerra Mundial, pré-Meiji e era Meiji. Assim, é considerado Manga moderno a arte após a Segunda Guerra.
Os Mangas têm as suas raízes no período Nara (século VIII d.C.), com o surgimento dos primeiros rolos de pintura japoneses, os emakimono. Estes associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados.
A partir da metade do século XII, surgem os primeiros emakimono com estilo japonês, do qual o Genji Monogatari Emaki é o representante mais antigo conservado, sendo o mais famoso o Chojugiga, atribuído ao bonzo Kakuyu Toba. O Chojugiga está, actualmente, guardado no templo de Kozangi, em Quioto. Nessas obras, surgem, diversas vezes, textos explicativos após longas cenas de pintura. Essa prevalência da imagem assegurando sozinha a narração, é hoje uma das características mais importantes dos Mangas.
No período Edo, no qual os rolos foram substituídos por livros, as estampas eram inicialmente destinadas à ilustração de romances e poesias, mas rapidamente surgem livros para ver, em oposição aos livros para ler, antes do nascimento da estampa independente com uma única ilustração, o ukiyo-e, no século XVI. É no livro de desenhos "Shiji no yukikai", de Santo Kyoden (1798), que se generalizou a palavra “Manga” — significando "desenhos cuidadosos (ou desenhos estranhos)" — que pode ser escrita, em japonês, das seguintes formas: Kanji (?? ), Hiragana (??? ), Katakana (??? ) e Romaji (Manga). O primeiro a utilizar esta palavra no panorama moderno foi Rakuten Kitazawa.
O pai do Manga e Anime moderno
Osamu Tezuka (1928-1989) é considerado o pai do Manga e Anime moderno, tendo conseguido revolucionar o universo dos Mangas. Este autor era completamente aficionado pela cinematográfica americana e, inspirado nela, em meados de 1945, resolveu romper com o desenho tradicionalista e realista para começar com um tipo de desenho simples e inédito. Este valorizava mais os pormenores e o preenchimento de todos os espaços da acção do que os diálogos, e introduzia, graças a uma técnica de desenho nova por criada por Tezuka, movimento das histórias, conferindo-lhes assim uma maior variedade de imagens e tornando-as, desta forma, mais agradáveis de ler.
A sua obra mais famosa foi Tetsuwan Atom (também conhecido por Astro Boy), lançada em 1952.
Desde então, e com o fenómeno Manga a crescer por todo o Japão, muitos foram os autores que tomaram o exemplo de Tezuka e começaram a criar Mangas com o mesmo standard que ainda hoje predomina e é, sem dúvida, o segredo desta arte.